30 julho 2009

SAGRAÇÃO DO DIA (ANA EUGÉNIO)

Tive o prazer de estar presente (no passado Sábado, dia 25 de Julho) e participar no lançamento do livro Sagração do Dia, da autora Ana Eugénio, a convite de um amigo comum.

Tive também o prazer de constatar que alguém filmou (e com qualidade de som aceitável) o que aqui reproduzo:



Há mais um vídeo, que encontrarão ao clicar AQUI

21 julho 2009

POESIA DE CHOQUE (EM S. JOÃO DA MADEIRA)


Quinta (dia 23), 23.00 h, no ART7

"A poesia não tem que ser a dos prémios nem das honras nem das solenidades. Vamos tratar da poesia que incomoda, que se diz e se escreve a gritar, da poesia que vai contra a norma, da poesia daqueles que não se conformam com um mundo único e irreversível. Vamos tratar da poesia que fala do amor mas não o amor ingénuo e previsível, do amor como urgência do ser humano íntegro e integral. Vamos tratar da poesia que fala da liberdade sem limites, absoluta, da liberdade livre da criação."

Projecto de A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho.
Música por Sara e Blandino.

Apareçam, se puderem.


Art 7 - Avenida Dr. Renato Araújo, 416
Galerias Avenida - Cave; S. João da Madeira

Mais informações e direcções ao clicar AQUI

QUARTAS MALDITAS - POETRIX... A NOVA PANDEMIA


Quarta (dia 22 Julho) 22 h
Clube Literário do Porto
(clicar para ver contactos e localização)

Tema: Poetrix... a nova Pandemia
(leitura e discussão acerca do novo género poético - o poetrix)

Convidado:
Martinho Branco - coordenador nacional do MIP (Movimento Internacional Poetrix)

Colaboradores:
Anthero Monteiro (coordenador); António Pinheiro; Isabel Marcolino; Mário Vale Lima; Marta Tormenta, Rafael Tormenta

Poesia. Música. Conversa. Entrada gratuita.

15 julho 2009

PEÇO A PAZ


Peço a paz
e o silêncio

A paz dos frutos
e a música
de suas sementes
abertas ao vento

Peço a paz
e meus pulsos traçam na chuva
um rosto e um pão

Peço a paz
silenciosamente
a paz a madrugada em cada ovo aberto
aos passos leves da morte

A paz peço
a paz apenas
o repouso da luta no barro das mãos
uma língua sensível ao sabor do vinho
a paz clara
a paz quotidiana
dos actos que nos cobrem
de lama e sol

Peço a paz e o
silêncio




Casimiro de Brito


Fotografia:
Yamamoto Ortiz, Mogi das Cruzes, São Paulo (Brasil)


Nota sobre o poeta: Nasceu no Algarve em 1938, e aí viveu até 1968. Estudou em Londres e depois de uns anos na Alemanha, foi viver para Lisboa. Teve diversas profissões, mas actualmente dedica-se apenas à literatura. Começou a publicar em 1947 e desde então foram mais de 40 títulos. Esteve ligado a importantes movimentos de poesia do séc.XX, dirigiu diversas revistas e ganhou vários prémios. Foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores e director de festivais internacionais de poesia. Tem também traduzido poesia de várias línguas.


POESIA NO AR - NO CALOR DO VERÃO

Sessão nº9 ( clique na imagem para ampliar)
Sexta dia 17, pelas 21.30 h - Ar de Café
Poesia. Música. Conversa.

O Ar de Café fica na Rua de Goa nº 109, em Ermesinde (a cerca de 4 km da Areosa-Porto). Para saber onde fica e outras questões: m.nogueira85@gmail.com
Ou então, ver um mapa de como chegar ao clicar
AQUI

09 julho 2009

ONDA POÉTICA - MAR E MARESIA


Sessão nº126
Quinta (hoje), 21.30 h
Sala das sessões da
Junta de Freguesia de Espinho



Leitura de poemas pelos participantes
Interlúdios musicais.

Para ver morada e contactos da Junta, clicar AQUI
Para ver localização na cidade de Espinho, clicar AQUI
Para ver horários de comboios a partir do Porto ou Aveiro, clicar AQUI

17 junho 2009

POESIA NO AR - PORTUGALIDADES

Sessão nº8 ( clique na imagem para ampliar)
Sexta (dia 19), 21.30 - Ar de Café
Poesia. Música. Conversa.

O Ar de Café fica na Rua de Goa nº 109, em Ermesinde (a cerca de 4 km da Areosa-Porto). Para saber onde fica e outras questões: m.nogueira85@gmail.com
Ou então, ver um mapa de como chegar ao clicar AQUI

POESIA DE CHOQUE - SESSÃO Nº6


Amanhã, Quinta (dia 18), 21.30 h, no Clube Literário do Porto

"A poesia não tem que ser a dos prémios nem das honras nem das solenidades. Vamos tratar da poesia que incomoda, que se diz e se escreve a gritar, da poesia que vai contra a norma, da poesia daqueles que não se conformam com um mundo único e irreversível. Vamos tratar da poesia que fala do amor mas não o amor ingénuo e previsível, do amor como urgência do ser humano íntegro e integral. Vamos tratar da poesia que fala da liberdade sem limites, absoluta, da liberdade livre da criação."

Projecto de A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho.
Música por Sara e Blandino.

Apareçam, se puderem.


Mais informações ao clicar AQUI

05 junho 2009

LEMBRANÇA DE PERDER TUDO - IV


a tua ausência é, em cada momento, a tua ausência.
não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.
aqui há casas vazias. há cidades desertas. há lugares.

mas eu lembro que o tempo é outra coisa, e tenho
tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.

aqui não há palavras. há a tua ausência. há o medo sem os
teus lábios, sem os teus cabelos. fecho os olhos para te ver
e para não chorar.



José Luís Peixoto

Fotografia:
Michael Zimmermann, Berlim (Alemanha)


Nota sobre o poeta:
Nasceu em Galveias (Portalegre) em 4 de Setembro de 1974. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova (Lisboa).
Trabalhou como professor em Praia (Cabo Verde) e em várias cidades de Portugal. Publica poesia, prosa e tem escrito peças de teatro. Recebeu vários prémios pela sua obra: Prémio Jovens Criadores (Literatura) em 1997, 98 e 2000 e Prémio Literário José Saramago em 2001. A cidade de Ponte de Sôr criou um prémio para jovens autores com o seu nome.
Para mais informações, clicar por exemplo AQUI

28 maio 2009

CARTA DE UM CONTRATADO


--> -->
-->
Eu queria escrever-te uma carta
amor

uma carta que dissesse
deste anseio
de te ver
deste receio de te perder
deste mais que bem querer que sinto
deste mal indefinido que me persegue
desta saudade a que vivo todo entregue...

Eu queria escrever-te uma carta
amor
uma carta de confidências íntimas
uma carta de lembranças de ti
de ti
dos teus lábios vermelhos como tacula
dos teus cabelos negros como dilôa
dos teus olhos doces como macongue
dos teus seios duros como maboque
do teu andar de onça
e dos teus carinhos
que maiores não encontrei por aí...

Eu queria escrever-te uma carta
amor
que recordasse nossos dias na capôpa
nossas noites perdidas no capim
que recordasse a sombra que nos caía dos jambos
o luar que se coava das palmeiras sem fim
que recordasse a loucura
da nossa paixão
e a amargura nossa separação...

Eu queria escrever-te uma carta
amor
que a não lesses sem suspirar
que a escondesses de papai Bombo
que a sonegasses a mamãe Kieza
que a relesses sem a frieza
do esquecimento
uma carta que em todo Kilombo
outra a ela não tivesse merecimento...

Eu queria escrever-te uma carta
amor
uma carta que te levasse o vento que passa
uma carta que os cajus e cafeeiros
que as hienas e palancas
que os jacarés e bagres
pudessem entender
para que se o vento a perdesse no caminho
os bichos e plantas
compadecidos de nosso pungente sofrer
de canto em canto
de lamento em lamento
de farfalhar em farfalhar
te levasse puras e quentes
as palavras ardentes
as palavras magoadas da minha carta
que eu queria escrever-te amor...

Eu queria escrever-te uma carta...
Mas ah meu amor, eu não sei compreender
por que é, por que é, por que é, meu bem
que tu não sabes ler
e eu - Oh! Desespero – também não sei escrever!




António Jacinto
Fotografia: Andrew Mogridge, East London (África do Sul)



-->
Nota sobre o poeta: António Jacinto do Amaral Martins, nasceu em Luanda mas viveu a juventude no Golungo Alto (Angola), em 28 de Setembro de 1924. Frequentou estudos liceais em Luanda. Foi funcionário de escritório. Devido ao seu envolvimento político, esteve preso no Tarrafal, Cabo Verde, de 1960 a 1972. Foi transferido para Lisboa, em liberdade condicional, onde trabalhou como técnico de contabilidade numa empresa transitária (Armaud). Fugiu em 1973 para lutar pela independência de Angola, aderindo ao MPLA. Após a independência, foi Ministro da Cultura de 1975 a 1978. Morreu em 23 de Junho de 1991.


Contador Grátis Visitas desde 15/01/11