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16 setembro 2010

POESIA DE CHOQUE (15)


Hoje, Quinta (dia 16), 22.00 h

"A poesia não tem que ser a dos prémios nem das honras nem das solenidades. Vamos tratar da poesia que incomoda, da poesia que vai contra a norma, da poesia daqueles que não se conformam com um mundo único e irreversível. Vamos tratar da poesia que fala do amor como urgência, que fala da liberdade sem limites, absoluta, da liberdade livre da criação."

Projecto de A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho
Apareçam! Mais informações ao clicar AQUI

Nota: em cima, vídeo de um dos poemas que foi dito na úlltima sessão - "A Ave Sobre a Cidade" do poeta Papiniano Carlos.

10 março 2007

CAMINHEMOS SERENOS


Sob as estrelas, sob as bombas,
sob os turvos ódios e injustiças,
no frio corredor de lâminas eriçadas,
no meio do sangue, das lágrimas
CAMINHEMOS SERENOS.

De mãos dadas,
através da última das ignomínias,
sob o negro mar da iniquidade
CAMINHEMOS SERENOS.

Sob a fúria dos ventos desumanos,
sob a treva e os furacões de fogo
aos que nem com a morte podem vencer-nos
CAMINHEMOS SERENOS.

O que nos leva e indestrutível,
a luz que nos guia connosco vai.
E já que o cárcere é pequeno
para o sonho prisioneiro,

já que o cárcere não basta
para a ave inviolável,
que temer, oh minha querida?
CAMINHEMOS SERENOS.

No pavor da floresta gelada,
através das torturas, através da morte,
EM BUSCA DO PAÍS DA AURORA,
DE MÃOS DADAS QUERIDA, DE MÃOS DADAS,

CAMINHEMOS SERENOS.

Papiniano Carlos

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